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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Importação via DHL, FedEx ou UPS: quando vale a pena e quando evitar. O courier internacional pode acelerar sua importação — mas também pode transformar uma operação simples em retenção e exigência.

 



O courier internacional pode acelerar sua importação — mas também pode transformar uma operação simples em retenção, exigência de RADAR e custos inesperados. A Importação via DHL, FedEx ou UPS é muito mal compreendida, entenda melhor.

“Vou importar via DHL porque chega mais rápido.”

Essa é uma das frases mais comuns entre empresas que estão começando no comércio exterior.

E, de fato, serviços como DHL, FedEx e UPS revolucionaram a logística internacional para cargas menores, amostras, produtos urgentes e operações de menor volume.

O problema é que muitos importadores iniciantes acreditam que importar via courier significa:

  • menos fiscalização

  • menos burocracia

  • menos exigências

  • importação “mais simples”

Mas na prática, isso não funciona dessa forma.

O courier internacional não elimina:

  • fiscalização da Receita Federal

  • exigências técnicas

  • necessidade de RADAR

  • tratamento administrativo

  • risco de retenção

E dependendo da operação, a carga pode inclusive sair do fluxo simplificado e virar importação formal.

Se sua carga já entrou nesse cenário, veja este guia completo da Rimera sobre quando a importação deixa de ser simplificada e vira formal:https://www.rimera.com.br/blog/quando-a-importacao-virou-formal

O que é importação via DHL, FedEx ou UPS

Empresas como DHL, FedEx e UPS operam no modelo chamado courier internacional.

Esse sistema foi criado para:

  • cargas expressas

  • documentos

  • pequenas remessas

  • operações urgentes

A principal vantagem está na agilidade operacional.

O courier normalmente possui:

  • coleta rápida

  • trânsito internacional acelerado

  • integração logística

  • desembaraço simplificado em determinados cenários

Por isso, muitos importadores iniciantes utilizam esse modelo nas primeiras operações.

O maior erro de quem começa a importar via courier

Muitos acreditam que:

“se entrou pela DHL, não precisa de estrutura formal.”

Esse é um dos maiores erros do comércio exterior.

A Receita Federal analisa a operação independentemente da transportadora utilizada.

Ou seja:

uma carga via DHL pode ser fiscalizada da mesma forma que uma carga aérea tradicional.

E dependendo da operação, o courier pode inclusive aumentar a exposição ao controle aduaneiro, porque:

  • o fluxo é altamente rastreável

  • a documentação é digitalizada

  • o controle operacional é intenso

  • a análise de risco é automatizada

Como a Receita Federal analisa importações via courier

A fiscalização não analisa apenas:

  • peso

  • valor

  • tamanho da carga

Ela analisa principalmente:

  • finalidade da operação

  • frequência das importações

  • tipo de mercadoria

  • habitualidade comercial

  • existência de anuências

  • compatibilidade documental

Ou seja: pequenas cargas também podem virar operações formais.

Quando vale a pena importar via DHL, FedEx ou UPS

O courier internacional pode ser extremamente eficiente em alguns cenários.

✔ Cargas pequenas e urgentes

Principalmente:

  • peças técnicas

  • componentes

  • acessórios

  • reposições emergenciais

✔ Amostras internacionais

Quando a operação é legítima e bem estruturada documentalmente.

✔ Mercadorias de alto valor agregado e baixo volume

Exemplo:

  • eletrônicos específicos

  • componentes industriais

  • produtos médicos autorizados

  • equipamentos pequenos

✔ Operações abaixo de aproximadamente 50–70 kg

Em muitos casos, o courier pode ser mais competitivo do que uma operação aérea tradicional para cargas menores.

Quando o courier pode deixar de valer a pena

Esse é um ponto que poucos explicam corretamente.

O courier NÃO é automaticamente o melhor modelo logístico.

Dependendo da operação, ele pode se tornar:

  • mais caro

  • mais tributado

  • mais exposto à fiscalização

  • operacionalmente limitado

⚠ Quando existe característica comercial evidente

Exemplo:

  • múltiplas unidades iguais

  • estoque

  • frequência operacional

  • intenção de revenda

Nesse cenário, o risco de a importação virar formal aumenta bastante.

⚠ Quando existe necessidade de anuência

Produtos sujeitos a:

  • ANVISA

  • INMETRO

  • MAPA

  • Exército

  • IBAMA

podem exigir processos muito mais complexos.

Veja como exigências técnicas podem impactar sua importação:https://www.rimera.com.br/blog/importacao-com-exigencia-de-inmetro

⚠ Quando a carga possui volume maior

Acima de determinados pesos e cubagens, o frete aéreo tradicional costuma ser mais competitivo.

⚠ Quando o custo tributário explode

Muitos iniciantes olham apenas o frete internacional.

Mas esquecem:

  • armazenagem

  • impostos

  • taxas administrativas

  • custos do courier

  • tratamento tributário

Isso pode inviabilizar completamente a operação

Importação via DHL, FedEx ou UPS não significa menos imposto

Esse é outro erro muito comum entre iniciantes no comércio exterior.

Muitos importadores acreditam que utilizar DHL, FedEx ou UPS automaticamente reduz a tributação da operação.

Mas o courier internacional não elimina:

  • Imposto de Importação

  • ICMS

  • taxas administrativas

  • exigências fiscais

  • fiscalização aduaneira

Dependendo da estrutura da operação, o custo final pode inclusive ficar maior do que em uma importação aérea tradicional bem planejada.

O courier acelera a logística.

Não elimina tributação.

Veja como impostos e NCM impactam diretamente o custo da importação:https://www.rimera.com.br/3-impostos-e-ncm

O mito da “importação simplificada”

Esse é um dos maiores equívocos do mercado.

Importação simplificada NÃO significa ausência de regras.

A Receita Federal continua avaliando:

  • finalidade comercial

  • compatibilidade da operação

  • documentação

  • valor aduaneiro

  • frequência operacional

E quando identifica inconsistências, a operação pode sair do fluxo simplificado.

Quando a importação via DHL, FedEx ou UPS vira formal

O ponto de virada acontece quando a Receita identifica:

  • perfil comercial

  • necessidade de despacho formal

  • inconsistência documental

  • necessidade de habilitação RADAR

Nesse momento:

  • a carga deixa o fluxo simplificado

  • passa a exigir despacho aduaneiro formal

  • pode exigir RADAR da empresa

Entenda melhor esse cenário:https://www.rimera.com.br/blog/importacao-via-correio-internacional-virou-formal

Quem faz o despacho aduaneiro na importação via DHL, FedEx ou UPS

Essa é uma dúvida extremamente comum entre empresas que estão começando a importar.

“Posso utilizar meu próprio despachante aduaneiro em operações via courier?”

Na prática, isso depende da estrutura da operação e do nível de complexidade da carga.

Em muitos casos:

  • o próprio courier possui desembaraço interno

  • a operação segue no fluxo simplificado

  • o despacho ocorre automaticamente dentro da estrutura da transportadora

Porém, quando a carga:

  • entra em fiscalização

  • exige RADAR

  • possui anuência

  • vira importação formal

  • exige tratamento técnico mais profundo

pode ser necessário um despachante aduaneiro estruturando a operação junto ao importador.

Entenda melhor como funciona o despacho aduaneiro e por que ele impacta diretamente sua importação:https://www.rimera.com.br/4-despacho-aduaneiro

O impacto do RADAR na importação via courier

Muitos importadores acreditam que o RADAR só é necessário para cargas grandes.

Mas isso não é verdade.

Dependendo da análise da Receita:

até uma carga pequena via courier pode exigir habilitação RADAR.

E sem RADAR:

  • a carga não evolui no despacho formal

  • o processo fica travado

  • armazenagens aumentam

  • os custos crescem rapidamente

Veja como funciona a habilitação RADAR e quando ela passa a ser obrigatória:https://www.rimera.com.br/2-documentacao-e-radar

O rastreamento da DHL, FedEx ou UPS não significa que a carga será liberada rapidamente

Muitos importadores acompanham o rastreamento da carga e acreditam que:

“Se chegou no Brasil, logo será entregue.”

Mas a velocidade logística não elimina etapas aduaneiras.

Quando a Receita Federal seleciona a carga para fiscalização:

  • o rastreamento continua ativo

  • a carga permanece parada

  • podem surgir exigências adicionais

  • o prazo deixa de depender apenas da transportadora

Veja como funciona o reenquadramento de cargas na Receita Federal:https://www.rimera.com.br/blog/importacao-via-correio-internacional-virou-formal

Problemas comuns em importações via courier

⚠ Invoice genérica

Descrições como:

  • “parts”

  • “accessories”

  • “samples”

aumentam diretamente o risco de fiscalização.

⚠ Valor incompatível

A Receita cruza:

  • valor declarado

  • peso

  • tipo de mercadoria

  • histórico operacional

Isso pode gerar arbitramento de valor.

⚠ Produto sujeito a anuência

Esse é um dos maiores gatilhos de retenção.

⚠ Uso inadequado do CPF

Importações recorrentes via pessoa física podem gerar reenquadramento formal.

Veja os riscos da importação no CPF:https://www.rimera.com.br/blog/importacao-como-pessoa-fisica

Quais produtos costumam gerar mais retenção em importações via courier

Alguns tipos de mercadoria possuem nível de fiscalização muito maior em operações via DHL, FedEx ou UPS.

Exemplos:

  • eletrônicos

  • cosméticos

  • suplementos

  • equipamentos médicos

  • produtos com bateria

  • telecomunicação

  • produtos sujeitos ao INMETRO

Muitos importadores descobrem isso apenas quando a carga já está parada na alfândega.

Veja como exigências técnicas podem impactar importações internacionais:https://www.rimera.com.br/blog/importacao-com-exigencia-de-inmetro

Produtos que normalmente não performam bem no courier internacional

Embora DHL, FedEx e UPS sejam excelentes para cargas urgentes e pequenas remessas, alguns tipos de mercadoria costumam enfrentar muito mais dificuldade operacional nesse modelo.

Exemplos:

  • produtos muito pesados

  • cargas volumosas

  • mercadorias perigosas

  • itens com bateria de lítio

  • produtos sujeitos a múltiplas anuências

  • operações com grande quantidade de SKUs

Em muitos casos, uma operação aérea tradicional ou marítima acaba sendo mais eficiente e economicamente viável.

Veja como funciona a escolha da modalidade logística ideal para cada tipo de operação:https://www.rimera.com.br/5-logistica-internacional

Como a DUIMP aumenta o controle sobre importações via courier

Com a implementação gradual da DUIMP (Declaração Única de Importação), a Receita Federal está aumentando o cruzamento automatizado de informações nas operações internacionais.

Isso significa que importações via courier tendem a passar por análises cada vez mais integradas, considerando:

  • histórico do importador

  • descrição da mercadoria

  • catálogo de produtos

  • frequência operacional

  • coerência tributária

  • valor aduaneiro

Operações improvisadas ficam cada vez mais expostas a retenções e exigências técnicas.

Veja como documentação e RADAR impactam diretamente operações internacionais:https://www.rimera.com.br/2-documentacao-e-radar

O barato que sai caro na importação via courier

Muitos importadores escolhem o courier pensando apenas no prazo ou no valor inicial do frete internacional.

Mas o problema aparece quando a operação não foi planejada tecnicamente.

Uma carga aparentemente “barata” pode rapidamente gerar:

  • armazenagem

  • exigências adicionais

  • honorários emergenciais

  • custos extras de regularização

  • atrasos comerciais

  • aumento tributário

Em muitos casos, o prejuízo operacional acaba sendo muito maior do que a economia inicial percebida no embarque.

Exemplo prático (cenário realista)

Uma empresa decide importar acessórios eletrônicos via DHL.

A lógica parecia perfeita:

  • carga pequena

  • entrega rápida

  • sem estrutura formal

A operação:

  • USD 4.500

  • múltiplas unidades iguais

  • invoice genérica

  • segunda operação no mês

A Receita identifica:

  • característica comercial

  • inconsistência documental

  • necessidade de despacho formal

Resultado:

  • retenção da carga

  • exigência de RADAR

  • aumento de custos

  • armazenagem crescente

⚠ O detalhe que o importador não percebeu:

O problema não era a DHL.

O problema era a estrutura inadequada da operação.

Importação via courier não é o mesmo que Importa Fácil

Embora muitos iniciantes confundam os modelos, existem diferenças importantes entre:

  • courier internacional privado

  • remessa postal

  • Importa Fácil

  • despacho formal tradicional

Cada modalidade possui:

  • regras próprias

  • limites operacionais

  • tratamentos tributários distintos

  • fluxos aduaneiros diferentes

Entender essa diferença evita muitos erros operacionais.

Comparação: courier vs frete aéreo tradicional

Courier internacional

  • mais rápido

  • excelente para cargas pequenas

  • operacional simplificado em alguns cenários

  • mais limitado para operações complexas

Frete aéreo tradicional

  • maior flexibilidade operacional

  • melhor para cargas maiores

  • mais adequado para operações estruturadas

  • normalmente mais competitivo em volumes maiores

Em muitos casos, o melhor modelo depende do planejamento tributário e operacional.

Como fazer da forma correta

Uma importação segura começa antes do embarque.

✔ Validação do NCM

Veja como o NCM impacta sua importação:https://www.rimera.com.br/3-impostos-e-ncm

✔ Planejamento tributário

Simulação real dos custos totais da operação.

✔ Escolha correta da modalidade logística

Entenda como funciona a logística internacional na prática:https://www.rimera.com.br/5-logistica-internacional

✔ Revisão documental completa

Veja como erros na invoice podem travar sua importação:https://www.rimera.com.br/blog/erro-na-invoice

✔ Despacho aduaneiro profissional

Entenda como funciona o despacho aduaneiro:https://www.rimera.com.br/4-despacho-aduaneiro

A importância da análise pré-embarque na importação via courier

Grande parte dos problemas em operações via DHL, FedEx ou UPS começa antes mesmo da carga sair do exterior.

Muitas empresas embarcam mercadorias sem validar:

  • NCM

  • exigências regulatórias

  • necessidade de RADAR

  • valor aduaneiro

  • descrição documental

  • modalidade logística mais adequada

Veja o checklist técnico da Rimera antes de importar:https://www.rimera.com.br/guias-e-checklists

Onde a Rimera entra

A Rimera atua justamente na estruturação técnica da importação antes do embarque.

Nosso trabalho é:

  • validar riscos da operação

  • identificar necessidade de RADAR

  • revisar documentação

  • analisar NCM e anuências

  • estruturar a logística correta

Principalmente para empresas que:

  • nunca importaram

  • utilizam courier internacional

  • tiveram retenção

  • querem reduzir riscos operacionais

Sem improviso.

Conclusão

Importar via DHL, FedEx ou UPS pode ser extremamente eficiente.

Mas courier internacional não significa ausência de fiscalização.

Quando a operação não é planejada corretamente, o risco aumenta rapidamente:

  • retenção

  • arbitramento

  • exigências técnicas

  • necessidade de RADAR

  • aumento de custos

A decisão mais importante da importação não é apenas escolher a transportadora.

É estruturar corretamente a operação antes do embarque.

Próximo passo: descubra qual modalidade logística faz sentido para sua importação

Antes de embarcar sua carga internacional, o ideal é validar:

  • modalidade logística

  • tributação

  • necessidade de RADAR

  • anuências

  • risco de fiscalização

Veja o guia completo para começar a importar corretamente:https://www.rimera.com.br/1-como-comecar-a-importar


RIMERA MULTIMODAL COMÉRCIO EXTERIOR

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Erro na invoice: como isso pode aumentar impostos e travar sua importação. Uma invoice incorreta pode gerar arbitramento de valor, retenção da carga e custos muito maiores do que imaginam.

 



Erro na invoice: como isso pode aumentar impostos e travar sua importação

Uma invoice incorreta pode gerar arbitramento de valor, retenção da carga e custos muito maiores do que o importador imaginava

“Meu fornecedor declarou um valor menor para pagar menos imposto.”

Essa é uma das situações mais perigosas no comércio exterior — e também uma das mais comuns em importações feitas sem planejamento técnico.

Muitos importadores iniciantes acreditam que o maior risco da importação está apenas no frete internacional ou nos impostos.

Mas, na prática, um dos maiores problemas começa antes mesmo do embarque:

o erro na invoice.

E quando a Receita Federal identifica inconsistências na commercial invoice, a operação pode entrar em fiscalização, arbitramento de valor e retenção da carga.

O problema é que muitos importadores só descobrem isso quando a mercadoria já está parada na alfândega.

Se sua operação já entrou nesse cenário, veja também:https://www.rimera.com.br/blog/importacao-via-correio-internacional-virou-formal

O que é a commercial invoice na importação

A commercial invoice é um dos documentos mais importantes do comércio exterior.

Ela funciona como base da análise aduaneira da operação.

É nela que constam informações como:

  • descrição da mercadoria

  • quantidade

  • valor unitário

  • valor total

  • Incoterm

  • dados do exportador

  • dados do importador

A Receita Federal utiliza esse documento para:

  • cálculo de tributos

  • análise de risco

  • parametrização aduaneira

  • verificação de conformidade

Ou seja: um erro na invoice pode comprometer toda a importação.

O maior erro de quem está começando a importar

Muitos iniciantes acreditam que a invoice é “apenas um documento comercial”.

Mas para a Receita Federal ela é um documento fiscal e aduaneiro extremamente relevante.

E aqui começa o problema:

fornecedores internacionais frequentemente:

  • simplificam descrições

  • reduzem valores

  • omitem informações

  • utilizam descrições genéricas

Em muitos casos, isso é feito para tentar reduzir tributação.

Mas no Brasil, esse tipo de inconsistência aumenta diretamente o risco de fiscalização.

Como a Receita Federal identifica inconsistências na invoice

A Receita Federal trabalha com análise de risco e cruzamento de dados.

Ela compara:

  • valor declarado

  • histórico de importações

  • peso da carga

  • NCM utilizado

  • descrição da mercadoria

  • valores praticados internacionalmente

Ou seja:

não é apenas o valor declarado que importa.

A coerência da operação inteira é analisada.

O que é valor arbitrado pela Receita Federal

Quando a Receita entende que o valor informado não é compatível com a mercadoria, ela pode realizar o arbitramento do valor aduaneiro.

Na prática:

a Receita desconsidera o valor informado na invoicee define um novo valor para cálculo dos impostos.

Isso pode gerar:

  • aumento tributário

  • multas

  • retenção da carga

  • exigências adicionais

Qual a diferença entre erro documental e subfaturamento

Esse é um ponto muito importante.

Nem toda divergência significa fraude intencional.

Mas mesmo erros operacionais podem gerar fiscalização.

Erro documental

Exemplo:

  • descrição incompleta

  • peso incorreto

  • divergência entre invoice e packing list

  • erro de quantidade

Mesmo sem intenção de fraude, isso pode travar a operação.

Subfaturamento

Acontece quando existe tentativa de reduzir artificialmente o valor da mercadoria para pagar menos imposto.

Exemplo:

  • invoice abaixo do valor real

  • omissão de custos

  • divisão artificial de pagamentos

Esse cenário aumenta muito o risco de penalidades.

Como o valor aduaneiro realmente funciona

Muitos importadores acreditam que os impostos são calculados apenas sobre o valor do produto.

Mas o valor aduaneiro pode incluir:

  • mercadoria

  • frete internacional

  • seguro

  • custos vinculados

  • serviços realizados no exterior

Isso significa que até personalização realizada fora do Brasil pode impactar diretamente a tributação.

Como erros na invoice podem fazer a importação virar formal

Esse é um dos cenários mais comuns em operações via courier.

Quando a Receita identifica inconsistências:

  • a carga pode sair do fluxo simplificado

  • entrar em análise documental

  • exigir despacho formal

  • exigir habilitação RADAR

Entenda quando a importação deixa de ser simplificada e passa a exigir estrutura formal:https://www.rimera.com.br/blog/quando-a-importacao-virou-formal

O impacto da parametrização aduaneira

A parametrização define o nível de fiscalização da carga.

Os principais canais são:

Canal verde

Liberação automática.

Canal amarelo

Análise documental.

Canal vermelho

Análise documental + conferência física.

Canal cinza

Investigação aprofundada de valor aduaneiro e possível fraude.

Esse é um dos cenários mais críticos para quem possui erro na invoice ou inconsistência documental.

Problemas comuns em importações da China e Alibaba

Esse é um cenário extremamente comum.

Muitos fornecedores:

  • utilizam descrições genéricas

  • reduzem valores automaticamente

  • não seguem padrão documental brasileiro

Exemplos clássicos:

“Parts”

“Accessories”

“Electronic goods”

Essas descrições aumentam diretamente o risco de fiscalização.

O problema invisível: divergência entre invoice e packing list

Outro erro extremamente frequente:

a invoice apresenta uma informaçãoe o packing list apresenta outra.

Exemplo:

  • pesos diferentes

  • quantidades divergentes

  • volumes incompatíveis

Isso gera alerta imediato para fiscalização.

Como a DUIMP aumenta o nível de controle da Receita

Com a implementação da DUIMP (Declaração Única de Importação), o controle aduaneiro está se tornando ainda mais integrado.

O novo modelo utiliza:

  • cruzamento automatizado de dados

  • catálogo de produtos

  • descrição padronizada

  • análise antecipada de risco

Ou seja:

operações improvisadas tendem a ser identificadas com muito mais facilidade.

Exemplo prático (cenário realista)

Uma empresa importa acessórios eletrônicos via courier.

A operação parecia simples:

  • USD 4.000

  • invoice enviada pelo fornecedor

  • descrição genérica

  • valor abaixo do mercado

A Receita identifica inconsistência entre:

  • peso

  • descrição

  • valor declarado

Resultado:

  • parametrização mais severa

  • arbitramento de valor

  • aumento tributário

  • retenção da carga

Consequência:

  • atraso operacional

  • armazenagem

  • custo final muito maior

⚠ O detalhe que o importador não percebeu

O problema não foi apenas o valor.

Foi a incoerência da operação inteira.

Comparação: operação improvisada vs operação estruturada

Operação improvisada

  • invoice genérica

  • valores inconsistentes

  • ausência de análise técnica

  • alto risco operacional

Operação estruturada

  • descrição correta

  • NCM validado

  • análise tributária

  • documentação coerente

  • menor risco de fiscalização

Em muitos casos, a estrutura técnica evita prejuízos muito maiores do que qualquer economia inicial.

Como evitar problemas com erro na invoice

Uma importação segura começa antes do embarque.

O processo correto envolve:

✔ Revisão documental completa

Invoice, packing list e dados logísticos precisam estar coerentes.

✔ Classificação fiscal correta (NCM)

Define:

  • impostos

  • anuências

  • tratamento administrativo

Veja como o NCM impacta impostos e exigências da importação:https://www.rimera.com.br/3-impostos-e-ncm

✔ Planejamento tributário

Simulação real dos custos antes do embarque.

✔ Estrutura logística adequada

Courier, aéreo ou marítimo conforme perfil da operação.

Entenda qual modalidade logística faz mais sentido para sua importação:https://www.rimera.com.br/5-logistica-internacional

✔ Despacho aduaneiro profissional

Evita:

  • erros documentais

  • retenções

  • arbitramentos

  • problemas fiscais

Entenda como funciona o despacho aduaneiro na prática:https://www.rimera.com.br/4-despacho-aduaneiro

Onde a Rimera entra

A Rimera atua justamente na validação técnica da operação antes do embarque.

Nosso trabalho é:

  • revisar documentação

  • validar NCM

  • identificar riscos de fiscalização

  • analisar valor aduaneiro

  • estruturar a operação corretamente

Principalmente para empresas que:

  • nunca importaram

  • importam via courier

  • tiveram retenção

  • querem evitar arbitramento e multas

Conclusão

Na importação, o problema raramente está apenas no valor declarado.

O maior risco está na inconsistência da operação.

E quando a Receita Federal identifica divergências, o impacto pode ir muito além do imposto:

  • retenção

  • arbitramento

  • multa

  • atraso

  • inviabilidade da operação

Por isso, o planejamento técnico antes do embarque é o que separa uma importação segura de um prejuízo operacional.

Próximo passo: valide sua documentação antes do embarque

Antes de importar novamente, o ideal é validar:

  • invoice

  • NCM

  • valor aduaneiro

  • modalidade logística

  • risco de parametrização

A Rimera Multimodal realiza análise técnica completa para ajudar importadores iniciantes a evitar retenções, arbitramentos e problemas fiscais.

Veja o passo a passo completo para estruturar sua importação corretamente:https://www.rimera.com.br/1-como-comecar-a-importar

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Fontes

#ErroNaInvoice#ValorAduaneiro#FiscalizacaoAduaneira#ImportacaoSegura#ComercioExteriorBrasil