Empresas brasileiras de tecnologia atentas aos desdobramentos da “guerra tecnológica” EUA-China
Curitiba – Nos últimos meses, o mundo tem acompanhado uma chamada “Trade War” entre os Estados Unidos e a Huawei, empresa de tecnologia chinesa, líder mundial em equipamentos de telecomunicações. A empresa sofreu um boicote do governo norte-americano entrando na lista negra de empresas do estado sob a suspeita de atividades contrárias à segurança nacional. Em contrapartida, o governo chinês anunciou que criaria uma lista de empresas estrangeiras não confiáveis.
A expectativa do mercado é que encontros entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, resultem em um acordo que acalme os ânimos, favorecendo ambas as partes, já que o boicote do governo americano afeta, também, empresas como a Apple, que utiliza diversos componentes chineses além da montagem de produtos no país.

“Caso não seja possível um acordo entre os estados, Donald Trump prometeu aumentar as tarifas em 25% para produtos importados da China. O que afeta diretamente inúmeras empresas americanas e as relações internacionais de outros países, como o Brasil”, detalha Ricardo Zanlorenzi, CEO da Nexcore Tecnologia, empresa brasileira especializada em soluções de comunicação empresarial e Contact Center.
Em meio a tantos conflitos, a empresa Huawei não recuou nas negociações com os demais países e reitera que o veto não afetará o desenvolvimento da sua tecnologia 5g e que já fecharam 50 contratos comerciais pelo mundo. Diante deste cenário, no Brasil a empresa chinesa segue ganhando mercado e apresentando novidades tecnológicas. No último dia 26 de junho, por exemplo, a empresa chinesa realizou uma demonstração de sua tecnologia 5g na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis (SC). “Na contramão das punições que recebeu, a Huawei não parou e continuou em busca de território internacional, demonstrando muita força no mercado”, comenta Zanlorenzi.

Para o especialista, analisando todos os números do mercado, neste momento o Brasil precisa se manter neutro na “guerra tecnológica” entre Estados Unidos e China, pois o país depende muito financeiramente e das tecnologias desenvolvidas por empresas dos dois países. “O momento é de muita cautela para todos os envolvidos. As empresas chinesas, entre elas a Huawei, e norte-americanas exercem grande influência no mercado da tecnologia em todo o mundo, e no Brasil não é diferente. Por causa dessa dependência, seria uma grande loucura comprarmos uma briga com qualquer um dos lados”, completa Ricardo.
(*) Com informações da Nexcore Tecnologia
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